segunda-feira, 27 de junho de 2011

LÁ SE VÃO MEUS VERSOS....

Lá se vão meus versos
Tão sem rimas....
Como rios sem cursos
Sem jeito, sem leitos...
Como mares pelo avesso
Num sarrabulho de emoções
Onde a colina adormece
Antes do encontro
Num desaponto....
Lá se vão meus versos...
Tão sem rimas
Tão sem nexo!

(Taciana Valença)

domingo, 26 de junho de 2011

GARIMPOS



Renasci no obscurantismo
da modernidade....da volatilidade

No Nietzschismo cambaleante
o regionalismo se fez Freyre
nas raízes e deveres

Em pós-modernices marcantes
vivemos sensos e consensos
tal qual movimentos

Navegamos na diversidade contemporânea
Tempos e estilos variados, trabalhados ou duvidosos
Garimpos do passado com banhos d’futuro
Pela escrita vale tudo!

(Taciana Valença)

domingo, 19 de junho de 2011

UM TRAGO


 
apenas um trago
longo e penetrante
um doce meio amargo
...
ou um amargo doce?
o que fosse.....
"entrou pela perna do pinto,
saiu pela perna do pato?"
e agora, o que faço?
um trago, penetrante e doce...
o que fosse...
apenas um trago
meio doce, meio amargo
e daí?
é assim que te trago

domingo, 12 de junho de 2011

@@ esboços @@


caminhamos por instinto
andamos contra o vento
driblando argumentos
atrás dos pensamentos...
falando bobagens
 poesias e vontades
rasgando o peito
aberto aos efeitos...
onde comtemplamos
um ao outro
e por fim encontramos
apenas esboços....

(Taciana Valença)

DESCANSADO SILÊNCIO


 
 
há no silêncio do descanso
o prazer mais puro
onde a prosa adormece
e a poesia se faz
ali, sozinha
...
sem ninguém mais.....
(Taciana Valença)

sábado, 7 de maio de 2011

Existem momentos tão especiais em nossas vidas que sem pensar dizemos e prometemos qualquer coisa.
Essa semana, chocou-me as imagens de uma mãe na enchente, prestes a dar a luz a seu filho, saindo num barco, fugindo das águas....
Fiquei imaginando o que se passaria naquele momento em sua cabeça. Quantas incertezas, quanta insegurança, quanto sofrimento.... Tenho certeza que naquele momento ela pensava mais em seu filho do que nela mesma.
Lembrei-me da promessa ingênua que fiz a um dos meus filhos um dia, num momento lindo entre nós. Eu amamentava numa cadeira de balanço e aqueles olhinhos fixos em mim pareciam dizer: "estou em suas mãos mãe, obrigado por este momento....".
Diante disso, tão naturalmente eu disse: "prometo que nada de mal vai te acontecer meu filho". Promessa inocente. Como alguém pode prometer isso? Desde que nascem eles se tornam filhos da vida, do mundo e de todas as inseguranças que cercam nossos destinos. Mas coração de mãe muitas vezes não pensa. Age por instinto, pelo instinto mais maravilhoso que pode haver no mundo: o instinto do amor.....E o amor...ah! o amor...quantas promessas são ditas em nome dele. Nada mais puro e ingênuo que o amor. Falo do amor verdadeiro, do amor que doa, que nada, absolutamente nada pede em troca, o amor que falta a esse mundo, o amor de mãe.....
Se todo mundo tivesse esse tipo de amor em seus corações, o mundo estaria muito melhor. Todos seriam mais solidários, menos egoístas e consequentemente mais felizes.
Pois mãe passa por cima das próprias dores, disfarçando-as para que seus filhos não sofram. Mãe acredita, ajuda, sofre junto, valoriza cada conquista, elogia, aconselha, estimula.... ah..se os corações do mundo fossem assim!!
A mãe que é capaz de não comer para que seus filhos comam, de passar a noite em claro esperando no sofá, de sofrer junto como se os corações fossem unos, de chorar de emoção a cada pequena conquista, de dar sermões por por mais de uma hora e arrepender-se morrendo de vontade de beijá-los, mas segurando o tranco por acreditar que suas palavras são eternos ensinamentos. A mãe que acha que os filhos nunca crescem e que liga várias vezes ao dia só pra sentir, pela sua voz, se está com algum problema. A mãe a quem recorremos quando as dores do corpo e da alma parecem insuportáveis e cuja presença parece bálsamo nessas dores...
Hoje faço essa mínima homenagem a essas mulheres que tudo suportam em nome do amor de mãe e penso especialmente naquelas que estão desabrigadas, sem ter o que comer e na agonia de querer proteger seus filhos e dar-lhes abrigo, comida, cama, roupas e cobertores e simplesmente não poderem. E por cada grito de desespero e lágrima de desesperança e sofrimento peço uma oração, um olhar, uma mão caridosa e a proteção daquele que pode mais do que nós, por que essa dor é uma das dores que jamais poderá ser descrita com palavras.
Hoje gostaria de desejar um "Feliz Dia das Mães" a todas as mães do mundo, mas aperta-me o coração saber que felicidade passa longe de tantas e tantas mães que sofrem pelos seus filhos e por elas mesmas.
Deixo então apenas essa mensagem, que saiu de repente, sem a menor pretensão de ser perfeita, mas vinda de um coração de mãe que ama como mãe e como filha e que entende como a máquina mãe funciona.
Taciana Valença
Maio 2011